Antenas de Marfim

Um crítico no auge do sedentarismo

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Os paradoxos da poesia concreta

Para a orelha de PARSONA, de Adriano Scandolara (um dos livros de poemas mais instigantes de 2017, ano particularmente bom para a poesia brasileira), escrevi: Nestes tempos em que os procedimentos concretistas integraram-se confortavelmente aos cânones da literatura brasileira, e os epígonos pululam, a poesia experimental tornou-se carne de vaca; ganhou em prestígio o que perdeu de potencial crítico. O verso morreu, pero no mucho; ao menos sobreviveu aos grandes […]

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Pisando nos astros, não tão distraído: “PARSONA”, de Adriano Scandolara

Adriano Scandolara, poeta curitibano e tradutor, é autor de um surpreendente livro de estreia, Lira de lixo (Patuá, 2013). Quatro anos depois, vem a público seu segundo volume de poesia, PARSONA (Kotter, 2017). Trata-se de uma obra, digamos assim (com medo de espantar os leitores), “experimental”. Scandolara apropria-se dos 35 sonetos da “Via Láctea” de Olavo Bilac — segunda seção de Poesias —, desmembrando-os e os reconfigurando em novos arranjos, que correspondem aos poemas do livro, dividido em cinco partes.

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